UFFS reúne especialistas em curso sobre a juventude contemporânea

19 de junho de 2026

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Docentes de instituições públicas de diferentes regiões do país estão ministrando, no campus de Chapecó da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), um curso de especialização sobre o tema Juventude Contemporânea: Brasil e América Latina. Com 45 participantes, a capacitação busca oferecer aos alunos uma compreensão sobre as realidades juvenis da atualidade.

Financiado por emendas parlamentares e desenvolvido em parceria com o Instituto Catarinense de Juventude (ICJ), organização sem fins lucrativos que atua com adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social, o projeto conta com a participação da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu). “Este apoio da Fapeu na gestão garante a aplicação eficaz e responsável dos recursos, atendendo demandas relevantes para o funcionamento do curso”, pontua o professor Willian Simões, coordenador da iniciativa e pró-reitor de Extensão e Cultura da UFFS. “Os docentes e discentes se deslocam de diferentes partes de Santa Catarina e do Brasil, e as verbas destinadas qualificam as contratações necessárias para subsidiar esses deslocamentos, alimentação e hospedagem”, ressalta o professor.

As aulas começaram no final de março de 2025 e devem se estender até setembro de 2026. No total serão 375 horas presenciais, além de atividades remotas. As aulas ocorrem no auditório do bloco B do Campus Chapecó, aos sábados e domingos, ao longo de 12 módulos de conteúdos. “A capacitação objetiva a formação continuada de profissionais que atuam com juventudes no desenvolvimento de políticas públicas, nas organizações da sociedade civil e no âmbito da iniciativa privada”, detalha Willian Simões.

Os participantes são profissionais que atuam com jovens no desenvolvimento de políticas públicas, nas organizações da sociedade civil e na iniciativa privada. “A juventude brasileira tem sido convocada por diversas políticas públicas a assumir papel de protagonismo, a exemplo das políticas de geração de emprego e renda, a atual reforma do Ensino Médio e as demandas de formação técnico-profissional”, observa o coordenador do projeto. “Neste contexto contemporâneo, profissionais ligados às entidades da sociedade civil, mas também agentes públicos e da iniciativa privada, estão sendo desafiados a dialogar cada vez mais com as juventudes que se situam em nosso tecido social complexo e contraditório”, acrescenta.

 Conteúdo

Os docentes, todos mestres e doutores, são da Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (Faje), de Belo Horizonte; da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz); do Instituto Federal de São Paulo; da Universidade Católica de Brasília; das universidades estaduais do Rio Grande do Sul (UERGS) e de Goiás (UEG); e das federais de Alfenas (Unifal), de São Carlos (UFSCar), de Santa Maria (UFSM) e de Goiás (UFG); além do coordenador Willian Simões, da UFFS.

Entre os conteúdos da grade curricular estão temas como sociologia, saúde, políticas públicas, trabalho, redes sociais, meio ambiente, sustentabilidade, comunicação, educação, religiosidade, raça, étnica ou direitos humanos, sempre relacionados à juventude.

O curso iniciou nos dias 29 e 30 de março com a disciplina “Sociologia e História das Juventudes”, apresentada pelo professor e pesquisador em Juventudes e Movimentos Sociais, Luís Antonio Groppo, docente da Universidade Federal de Alfenas (Unifal-MG).

“O professor Luís Groppo é um dos maiores especialistas no tema, com publicações de artigos científicos e livros. E abordou de forma dialógica os conteúdos, de modo que todos os participantes pudessem produzir reflexões e análises desde suas realidades de vida e trabalho”, disse Simões.

A abertura da programação contou com a presença do reitor da UFFS, João Alfredo Braida; do coordenador Willian Simões, e de representantes do ICJ, Andreia Chagas e Ernesto Puhl Neto. 

Ao final dos 18 meses, a ideia é publicar um livro coletivo a partir dos Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). “O curso tem proporcionando momentos de estudos, discussões e sínteses a partir de conferências virtuais, leituras de textos dirigidos e questões problematizadoras”, relata Simões. “Esperamos que os cursistas possam discutir, a partir de análises científicas, a condição juvenil no Brasil, assim como possam analisar o papel do Estado na gestão de políticas públicas voltadas às juventudes”, acrescenta o coordenador do projeto.

PROJETO: CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM JUVENTUDE CONTEMPORÂNEA: BRASIL E AMÉRICA LATINA / COORDENADOR: Willian Simões / willian.simoes@uffs.edu.br / UFFS / Campus Chapecó / 45 alunos e 12 docentes