Professora parceira de projetos da Fapeu dá entrevista ao Fantástico sobre os rios voadores da Amazônia
31 de outubro de 2025
A professora Marina Hirota, docente do Departamento de Física da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e parceira de projetos da Fapeu, participou de uma reportagem exibida no domingo, dia 26, no Fantástico, da TV Globo, que retrata como o degelo na cidade mais alta do mundo afeta a Amazônia.
Referência em estudos sobre a Amazônia, a professora Marina Hirota atualmente desenvolve com apoio da Fapeu o projeto “Engaging indigenous ecologies of knowledges” (Conhecendo e valorizando os saberes indígenas"), iniciativa patrocinada pela Universidade de Princeton (EUA) com foco nos conhecimentos dos povos originários da Amazônia. Outro trabalho da docente com a Fapeu, sobre assentamentos humanos pré e pós-colombianos na Amazônia, foi tema de reportagem na Revista da Fapeu 13, de 2022, e disponível em aqui.
A produção de Sônia Bridi e Paulo Zero exibida domingo no Fantástico apresentou um panorama sobre questões climáticas e socioambientais, com a participação de cientistas de diferentes instituições do país. No episódio da série de reportagens ‘Terra, ainda temos Tempo’, a ciência surge para explicar transformações produzidas por atividades como o garimpo ilegal e pelo derretimento de geleiras.
A equipe da reportagem esteve em Apolobamba, no Peru, onde a corrida pelo ouro em La Rinconada, a cidade mais alta do planeta, impactou o ecossistema. Com o recuo do gelo na região, a paisagem se modificou e a exploração de minerais cobriu as águas de vermelho. A reportagem percorreu os movimentos das águas até chegarem ao Rio Madeira, na Amazônia. Na região brasileira, o aumento dos períodos de cheias e especialmente das secas também promove danos irreparáveis.
A professora Marina explicou à reportagem que, sem as árvores para estocarem água com as suas raízes, elas seguem para o rio e se inicia um processo de assoreamento, acúmulo de sedimentos nos leitos. O efeito direto também pode ser a diminuição de água, ocasionando situações de seca extrema.
A professora também falou sobre os rios voadores, que são um mecanismo produzido pelas árvores a partir de um processo de evapotranspiração. “Muito do que chove na Bacia do Prata e alimenta a Usina Hidrelétrica de Itaipu vem da bacia do Rio Madeira”, explicou, reforçando que esse é um processo importante para atividades de geração de energia elétrica e também para a agropecuária.