Iphan abre consulta pública sobre pesca com botos no Sul como patrimônio cultural do país

10 de fevereiro de 2026

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O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) mantém aberta até o dia 27 de fevereiro de 2026 a consulta pública para a sociedade se manifestar sobre a proposta do registro da pesca com botos no Sul do Brasil como patrimônio cultural do país.

 

Qualquer pessoa pode enviar sua opinião, sugestões ou informações sobre o bem cultural para o e-mail conselho.consultivo@iphan.gov.br, por correspondência para o Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural no endereço SEPS 702/902, Centro Empresarial Brasília 50, Bloco B, Torre Iphan, 5º Andar, Brasília-DF, CEP 70390-135, ou através do Protocolo Digital do Iphan disponível no site oficial do Instituto.

 

Após o encerramento do prazo, todas as contribuições recebidas serão analisadas pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, órgão máximo de decisão do Iphan para o reconhecimento de bens culturais brasileiros.

 

A pesca com botos é uma prática tradicional, ativa principalmente na região Sul do Brasil, onde há uma interação entre os pescadores artesanais e os botos que ajudam a capturar peixes, especialmente a tainha.

 

A consulta pública representa uma oportunidade para que a população, especialmente quem vive, pratica ou conhece de perto essa tradição, possa contribuir com informações, relatos e opiniões sobre o bem cultural, garantindo que o processo de reconhecimento passe pelas mãos da comunidade detentora.

 

O trabalho de “Elaboração de Dossiê de Registro Saberes e Práticas Tradicionais associados à Pesca Artesanal com o Auxílio de Botos em Laguna/SC e demais ocorrências no Sul do Brasil”, como oficialmente designado, foi desenvolvido pelo Grupo de Pesquisa Canoa, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e contou com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu).

 

Os trabalhos de elaboração do dossiê começaram no segundo semestre de 2023, concentrando-se basicamente em Laguna (SC) e no Rio Tramandaí, entre Tramandaí e Imbé, no Rio Grande do Sul. No ano passado, o documento foi enviado para submissão ao Iphan.

 

O projeto foi tema de reportagem a Revista da Fapeu número 15, publicada em 2024. “A Fapeu exerce um papel importante no projeto ao executar a gestão administrativa e financeira, orientando e assessorando a coordenação e os demais pesquisadores da área finalística quanto às demandas e processos relativos ao seu bom funcionamento”, destacou na ocasião o professor Caetano Sordi, coordenador da iniciativa.

Confira o dossiê de registro do Iphan sobre a pesca com botos no sul do Brasil

Confira na íntegra o parecer técnico do Iphan sobre o registro da pesca com botos no sul do Brasil