Auriculoterapia ajuda gaúchos a superarem traumas da enchente de 2024

27 de janeiro de 2026

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A auriculoterapia está ajudando os moradores da Serra gaúcha a superarem os traumas causados pela trágica enchente de maio de 2024 no Rio Grande do Sul. Oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) como uma prática integrativa e complementar de saúde, os profissionais que oferecem a técnica são capacitados pela Universidade Federal em Santa Catarina (UFSC) em convênio com o Ministério da Saúde. A execução da atividade conta com apoio da Fapeu.

 

Em Bento Gonçalves, a prefeitura adotou em 2018 a acupuntura na saúde local, e desde março do ano passado atende moradores das localidades Faria Lemos e Tuiuty, duas das regiões mais atingidas pela enchente no município.

 

“Ficamos trancados ali onde a gente morava, não tinha como sair. Então a gente ouvia os deslizamentos, foram uns dias bem difíceis. A auriculoterapia ajudou bastante, não só no sentido emocional, mas também pra dormir, pra manter um pouco mais a calma”, contou a aposentada Marien Enricone para a reportagem da RBS TV (assista aqui ).

 

Capacitação gratuita destinada a profissionais da saúde pública, somente as edições do curso entre os anos de 2016 e 2024 foram concluídas por aproximadamente 20 mil agentes do SUS. Denominado “Aprimoramento da Atenção Básica em Saúde no Brasil a partir da capacitação em práticas integrativas e complementares em saúde (auriculoterapia e acupuntura), o projeto foi tema de reportagem na Revista da Fapeu 13, lançada em publicada em 2022 e disponível em https://fapeu.org.br/revistafapeu. “Como fundação de apoio, a Fapeu tem possibilitado a atuação dos professores e técnicos nas diversas áreas do conhecimento”, disse, na época, o professor Lúcio José Botelho, então coordenador do trabalho. Hoje o projeto é comandado pelo professor Fabrício Menegon.

 

A auriculoterapia é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um ramo da acupuntura que trata, a partir de pontos na orelha, questões físicas, mentais e emocionais do corpo todo. A prática não substitui, mas se soma ao tratamento da medicina convencional.

 

“Aqui em Bento, pós-enchente, a gente via nos moradores muita dor, muita tristeza, muita dificuldade pra dormir, ansiedade. Então a cada sessão, era incrível ver o sorriso, a mudança”, observou a enfermeira Núbia Lopes, que trabalha com a técnica pelo SUS desde 2018 em Bento Gonçalves.

 

“Eu tinha muita ansiedade e melhorei bastante”, relatou a aposentada Marilourdes de Oliveira na reportagem da RBS TV.

 

O curso é dividido em dois etapas: uma etapa a distância (EAD) com carga horária de 75 horas, constituído de cinco módulos sequenciais, e uma etapa presencial, com carga horária de cinco horas, ao final do EAD. As edições são realizadas em diferentes estados do país, com a etapa presencial ocorrendo em municípios-polo regionais. Em 2018, quando a auriculoterapia foi adotada em Bento Gonçalves, a etapa presencial no Rio Grande do Sul foi promovida na cidade de Santa Maria. As inscrições para 2026 ainda não foram abertas. Mais informações sobre o curso em https://auriculoterapiasus.ufsc.br .