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Publicado em 13/01/2022 à 12:01:29
Por: Assessoria de Comunicação
Pesquisadores da UFSC integram projeto internacional pela preservação do Atlântico
Financiado pelo Programa Horizon 2020 da Comunidade Europeia, o Mission Atlantic vai apresentar soluções para a sustentabilidade do oceano

Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está participando de um projeto mundial pela preservação do Oceano Atlântico. Financiado pelo Programa Horizon 2020 da Comunidade Europeia, o Mission Atlantic tem o objetivo de fornecer conhecimento e ferramentas para o desenvolvimento sustentável do Atlântico. O trabalho conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu). “A Fapeu tem um papel fundamental na gestão dos recursos do projeto”, destaca o professor Sergio Ricardo Floeter, que coordena o projeto na UFSC.

Ao todo são 33 instituições, de quatro continentes e 14 países, participando do projeto, que conta com sete estudos de casos, entre os quais a Plataforma Continental Sul do Brasil, de Cabo Frio (RJ) ao Chuí (RS). “Por meio do desenvolvimento de um sistema de Avaliação Integrada dos Ecossistemas (AIE), pela identificação das áreas vulneráveis às mudanças climáticas e às atividades econômicas, o Mission Atlantic apresentará aos governos e comunidades locais soluções para preservação”, explica Sérgio Floeter.

Especialistas

O projeto Mission Atlantic congrega especialistas da Europa, Brasil, África do Sul, Canadá e Estados Unidos com o objetivo comum de mapear e avaliar os riscos atuais e futuros das mudanças climáticas, desastres naturais e atividades humanas para os ecossistemas do Oceano Atlântico. Os trabalhos estão em andamento desde setembro de 2020 e têm término previsto para agosto de 2025. Com coordenação geral da Universidade Técnica da Dinamarca (DTU), o projeto tem valor estimado em 11,5 milhões de euros.

No Brasil, cerca de 20 pesquisadores da UFSC, da Universidade de São Paulo (USP) e do Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira da Marinha do Brasil estão envolvidos. Em razão da pandemia, os trabalhos vêm sendo desenvolvidos de maneira remota por todas as equipes nacionais e internacionais. “Essa situação prejudica os encontros e discussões presenciais, mas não o andamento do projeto”, destaca a professora Marinez Scherer, também coordenadora do projeto.

Usando modelos oceânicos de alta resolução, redes neurais artificiais, métodos de avaliação de risco e abordagens estatísticas avançadas, o Mission Atlantic buscará avaliar com precisão as pressões impostas aos ecossistemas marinhos do Atlântico, identificando as partes nas quais ocorre maior risco de desastres naturais e as consequências das atividades humanas. Também vai conscientizar gestores de recursos marinhos e pesquisadores para a aplicação do sistema do AIE nos países à beira do Oceano Atlântico. “O Mission Atlantic aprofundará a nossa compreensão dos ecossistemas do Oceano Atlântico e das forças motrizes de mudança que impactam a biodiversidade marinha e os recursos oceânicos”, explica Marinez Scherer.

Passos

A Avaliação Integrada dos Ecossistemas está sendo desenvolvida em cinco passos: escopo, indicadores, análise de risco, teste de cenários e refinamento. O escopo foi realizado em 2021, identificando objetivos-chaves da gestão, as atividades humanas e os componentes ecossistêmicos afetados por essas atividades. O resultado da avaliação dos impactos gerados por diversos setores e pressões sobre as características ecológicas do Oceano Atlântico foi discutida em uma Oficina de Trabalho do Projeto Mission Atlantic realizada no dia 22 de setembro de 2021 com a participação de 40 convidados. 

Os principais setores econômicos e/ou atividades identificados e que têm potencial de causar pressões mais significativas foram as indústrias e intervenções localizadas na costa, tais como as relacionadas à pesca, ao turismo e recreação, à falta de tratamento de esgotos e à infraestrutura costeira. Dentre as pressões mais importantes destacam-se as que resultam dos resíduos sólidos, da introdução de contaminantes e de matérias orgânicas no oceano e extração de espécies.

O segundo passo será desenvolver um grupo de indicadores e níveis de referência para a avaliação do estado, das fontes de mudança e da resiliência dos ecossistemas. A seguir serão avaliados riscos e vulnerabilidades de ecossistemas aos impactos atuais e às mudanças futuras. O quarto vai simular o estado e a dinâmica dos ecossistemas sob variados cenários de mudanças climáticas, exploração de recursos e desenvolvimento social. E por fim serão avaliadas opções de gestão para atingir metas almejadas, refletindo as necessidades e as prioridades de investimentos entre os objetivos ecológicos, sociais e econômicos.

Além dos brasileiros, o projeto envolve experts em ciências do mar da Bélgica, Dinamarca, França, Alemanha, Islândia, Irlanda, Noruega, Portugal, Espanha, Suécia, Reino Unido, África do Sul e Canadá. Na América do Sul, somente o Brasil está envolvido. Juntamente com a Plataforma Continental Sul do Brasil do Oceano Atlântico também são estudados os ecossistemas do Mar da Noruega, a Cordilheira Mesoatlântica Norte e a Mesoatlântica Sul, o Mar Celta, a Corrente de Canárias e a Corrente de Benguela.

PROJETO: MISSION ATLANTIC / COORDENADOR: SERGIO RICARDO FLOETER / sergio.floeter@ufsc.br / UFSC / Departamento de Ecologia e Zoologia / CCB / 6 participantes

Foto: Anaide Aued/Divulgação

 

* Esta reportagem integra a edição número 13 da Revista da Fapeu que está disponível em https://abre.ai/revistadafapeu

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