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Publicado em 19/07/2021 à 05:07:58
Por: assessoria
Fapeu participa de projeto internacional para exploração e preservação do Oceano Atlântico
Financiado pela União Europeia, AtlantEco vai estudar os efeitos de mudanças climáticas no microbioma do oceano e tem como missão desenvolver ferramentas de diagnóstico e métricas para avaliar e prever mudanças no Atlântico.

Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está participando de um ambicioso projeto de pesquisa desenvolvido para explorar o Oceano Atlântico de ponta a ponta. Financiado pela União Europeia, o projeto internacional AtlantEco vai estudar os efeitos de mudanças climáticas no microbioma do oceano e tem como missão desenvolver ferramentas de diagnóstico e métricas para avaliar e prever mudanças no Atlântico.

O projeto teve início em 1º de setembro de 2020, com data de término prevista para 31 de agosto de 2024. No entanto, acreditam os participantes, deverá ser prorrogado por mais um ano devido às dificuldades decorrentes da pandemia da covid-19. Na UFSC, no momento participam da iniciativa os professores Andrea Santarosa Freire, coordenadora do projeto; e Orestes Estevam Alarcon, coordenador do Projeto Veleiro ECO; e a pesquisadora Andréa Green Koettker, bolsista de pós-doutorado do projeto. A Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu) dá apoio administrativo e financeiro ao trabalho. “Um dos desafios do AtlantECO será entender como o microbioma, poluentes, circulação oceânica e suas interações afetam o funcionamento dos ecossistemas, a biodiversidade e a sensibilidade às mudanças climáticas e, consequentemente, o potencial de uma exploração sustentável dos recursos naturais do Atlântico”, explica Andréa Green.

Até agora, devido à pandemia, todos os encontros entre os participantes globais estão sendo virtuais, mas a partir de agosto três embarcações começam a percorrer diferentes regiões da costa brasileira. O veleiro ECO (UFSC), o veleiro Tara (Fundação Tara Ocean, da França) e o navio Alpha Crucis (Instituto Oceanográfico da USP) farão coletas de plânctons, microplásticos, dados oceanográficos e outras variáveis. “As expedições ocorrerão em diferentes datas a partir de agosto. Estamos planejando essas expedições desde o início do ano, com o envolvimento de, pelo menos, 10 instituições do projeto e outros parceiros de diferentes nacionalidades em diversas regiões da costa brasileira”, conta Andréa.


Parceria internacional


O AtlantECO é desenvolvido em parceria com 36 instituições de 13 países da Europa, Brasil e África do Sul. Conta também com parceiros de instituições dos Estados Unidos e da Argentina e tem coordenação geral do pesquisador Daniele Iudicone, da Stazione Zoologica Anton Dohrn, de Nápoles na Itália. “No AtlantECO, vamos trabalhar com um componente essencial do nosso ecossistema, o microbioma planctônico. Ele é formado por organismos microscópicos: vírus, bactérias, protistas e pequenos organismos multicelulares que, além de produzirem metade do oxigênio do planeta por meio da fotossíntese, atuam como sumidouros de carbono, influenciam no clima e formam a base da cadeia alimentar de peixes, tartarugas, aves e mamíferos marinhos. Esse enorme microbioma, ainda desconhecido por boa parte da população, está sofrendo as consequências das ações humanas, como o aquecimento global, a acidificação dos oceanos e a presença maciça de microplásticos no ambiente marinho”, observa Andréa Green. No Brasil também estão envolvidas no projeto as universidades de São Paulo (USP), de São Carlos (UFSCar), da Bahia (UFBA) e do Rio Grande (Furg).

Com uma forte vertente de extensão e popularização da ciência, o projeto foi implementado por meio da Declaração de Belém, assinada em julho de 2017 pela União Europeia, Brasil e África do Sul, com o objetivo de preencher lacunas de conhecimento entre as regiões amplamente estudadas do Atlântico Norte e as ainda pouco estudadas do Atlântico Sul. “Além da pesquisa no ambiente marinho, o projeto prevê vários eventos voltados para a conscientização ambiental, ciência cidadã, promoção da cultura oceânica e o desenvolvimento de um programa de capacitação em larga escala para profissionais e estudantes. Esses eventos, chamados de port calls, estão previstos em várias cidades da costa brasileira e africana, bem como na Europa”, acrescentam os pesquisadores da UFSC. As escalas serão organizadas com as comunidades locais e partes interessadas ao longo do Oceano Atlântico.

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