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Publicado em 14/10/2020 à 10:10:08
Por: assessoria
Projeto identifica potencialidades do setor audiovisual catarinense
Trabalho é viabilizado por edital da Fundação Catarinense de Cultura (FCC) e conta com a Fapeu na gestão dos recursos financeiros

Um projeto em andamento na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está identificando potencialidades e problemas do setor audiovisual catarinense e, partir deste diagnóstico, sugerir medidas de promoção para o segmento. Coordenado pela professora Eva Yamila Amanda da Silva Catela, do Departamento de Economia e Relações Internacionais da UFSC, o projeto foi viabilizado por edital da Fundação Catarinense de Cultura (FCC) no ano passado e começou em junho deste ano, quando o contrato foi assinado entre a UFSC, a FCC e a Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu), que faz a gestão dos recursos financeiros destinados ao trabalho.

“O setor audiovisual envolve um considerável conjunto de atividades, figurando, de forma geral, como parte do grande setor terciário da economia. No movimento econômico global, o setor terciário costuma constituir reduto de dinamismo quanto à criação de empreendimentos e oportunidades de trabalho, em contraste, por exemplo, com o setor secundário, especialmente a indústria de transformação. Assim, trata-se, o audiovisual como um segmento apto para contribuir ao desenvolvimento socioeconômico nas escalas estadual, regional e municipal”, observa a professora Eva Catela. “Desenvolver o projeto de ‘Mapeamento e Estudo do Setor Audiovisual Catarinense’ significa operar no sentido de produzir benefícios (renda, trabalho, cultura) para a sociedade”, acrescenta a coordenadora Eva Catela.

A execução do projeto contempla várias etapas. Neste momento está em preparação o início de pesquisa de campo junto a empreendimentos do setor audiovisual. Alguns objetivos já foram superados, como o levantamento na base de dados do Ministério da Economia da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), que informa sobre atividades formais, ou seja, com carteira assinada. Foi feito um levantamento sobre estabelecimentos e vínculos profissionais no período de 2008 a 2018. “Isso permitiu uma importante observação sobre a tendência do setor no Estado no último decênio”, explica a coordenadora do trabalho. Porém, como a Rais informa somente sobre relações formais e a literatura e a realidade apontam elevado nível de informalidade no segmento, recorreu-se também à Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Atividades

E agora a pesquisa de campo vai mergulhar nas especificidades das atividades. “A intenção é conseguir formar a ideia mais acurada possível, por meio da auscultação direta, sobre o funcionamento do setor – colocando em destaque o aspecto da ‘cadeia de atividades’, com seu desdobramento no território e sobre as potencialidades e os problemas vivenciados. Questões de índole econômica e institucional serão contempladas simultaneamente nessa projeção do estudo rumo à realidade concreta do audiovisual”, projeta a professora.

Com a pandemia xde covid-19, grande parte dos trabalhos está tendo de ser feito de forma remota, como uma grande reunião virtual realizada dia 26 de agosto. O encontro foi “hospedado” pela Fundação Catarinense de Cultura e contou com a participação, além da equipe do projeto, de representantes do audiovisual catarinense, como os cineastas Zeca Nunes Pires e Luiza Guerreiro, e de instituições como a FCC, inclusive da presidente da fundação, Ana Lúcia Coutinho. “É vital para nós esta colaboração muito próxima com os produtores, criadores e técnicos do audiovisual, bem como com os cursos de Cinema e de Audiovisual do Estado. E também com os órgãos públicos que financiam e promovem a atividade”, destaca a coordenadora.

O projeto tem quatro pesquisadores diretamente envolvidos: a professora Eva; os professores Ranulfo Alfredo Manevy de Pereira Mendes, do Departamento de Cinema, e Hoyêdo Nunes Lins (aposentado e em serviço voluntário), dos programas de pós-graduação em Economia e em Relações Internacionais; além da pesquisadora audiovisual Caroline Mariga. O projeto tem duração prevista de um ano a partir da assinatura do contrato.

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